Inflação! Sei que me atinge, mas como?

Ouvimos os noticiários o tempo todo falando sobre a reunião do COPOM, a taxa básica de juros, inflação, etc……

Mas você sabe como a inflação funciona?

A inflação se caracteriza pela elevação persistente dos preços, que resulta na perda do poder de compra. Na prática, ela faz com que o nosso dinheiro tenha menos valor.

Quer um exemplo de como a inflação reage?

Se em janeiro você levar para casa 10 kg de carne pagando R$ 100 e a inflação no ano for de 10%, significa que em dezembro você vai comprar somente 9 kg com o mesmo montante. .

Quando as pessoas consomem mais, os produtos ficam menos disponíveis, o que leva ao encarecimento.

Isso forma a chamada espiral inflacionária. É aí que o cenário se complica, pois uma vez instalada, a inflação adquire autonomia e se auto alimenta pelo efeito em cadeia, um aumento leva a outro e fica muito difícil de controlar.

O Brasil possui um sistema de metas para inflação que foi instituído em junho de 1999 pelo Banco Central (BC). O indicador considerado é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse índice é medido como um reflexo do custo de vida de famílias que possuem renda entre 1 e 40 salários mínimos, com base em 9 regiões metropolitanas do país.

Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic. Por isso para conter a inflação, aumenta-se a taxa Selic.

A Selic foi o instrumento escolhido pelo governo, pois ela determina o nível de consumo do país. A taxa Selic é utilizada nas transações bancárias e, portanto, influencia os juros de todas as operações na economia. A partir dela, as instituições financeiras definem quanto vão cobrar por empréstimos às pessoas e às empresas.

Caso a Selic do país esteja alta, o consumidor tende a comprar menos, porque a prestação de seu financiamento vai ser mais alta. Isso reflete na queda da inflação.

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By Maria Carolina Mattos